22.12.05

Feliz Natal 2006


Queridos amigos
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já é Natal... Quando se vê, terminou o ano...
Será que já é tarde para construir um mundo melhor?
Nunca! Porque o momento é agora. Tudo o que existe de fato é esse momento. O Ontem, que é passado e o Amanhã, que é futuro são pérolas da imaginação. Tudo o que temos é este momento e ele lhe basta para se sentir em paz, feliz e cheio de esperança.
No próximo ano não se perca nas amarras do passado, nem em sonhos do futuro, pois ele só se realiza no presente. Esteja alerta a cada instante e veja que o mundo que construímos hoje, na fé, na alegria e na presença, será o mundo que sempre sonhamos.

Feliz Natal e próspero ano novo, aqui e agora.

16.12.05

Lembranças da infância



Essa imagem eu peguei no Blog do Viscondi. As fotos que ele posta são sempre inspiradoras. Quando vi essa imagem deixei um comentário que foi quase uma revelação para mim. Disse lá que Levei muito tempo para descobrir a delícia de tricotar com uma amiga. Nessa vida sempre estive em companhia dos homens ou sozinha. Cresci no campo, cercada de silêncio. Minha mãe (minha amiga) sempre foi uma mulher prática. Nunca a vi perder horas se arrumando, nem se permitindo luxos femininos. Maquiagem passou ao largo. Meus irmãos, homens, eram minhas melhores companhias, ou melhor, os amigos dos meus irmãos. Minhas lembranças soltas no mato são de muita conversa interior, profunda comunhão com a natureza, ou brincadeiras de polícia e bandido no bosque, escaladas de árvores e morros, mountain bike (quando isso nem existia de fato), montaria e jogo de futebol americano no campo da Coudelaria do Exército, que ficava vizinho à chácara. Sempre cercada de moleques, eu era boa de luta. Não porque fosse truculenta, mas porque, pequena e franzina, eu me dava o direito de fazer cócegas, dar umas mordidas ou puxões de cabelo. Muito justo já que não podia ganhar pela força bruta. Eu era uma garota legal e os meninos estavam sempre a me chamar para a bagunça. No futebol americano, por exemplo, eu podia pular sobre o adversário e dizer: - Me dá a bola, Carlos! Ganhava a bola e saia correndo até a base final. Afinal, nenhum dos meninos tinha a coragem de se jogar sobre uma garota, por pura compaixão ou acanhamento, sei lá. Nunca vou saber. Enfim, privilégios de ser uma menina, entre garotos para lá de especiais.
Claro que eu tinha amigas na escola, mas o que poderia ser mais divertido do que fazer as coisas que meninos faziam? É claro, também, que eu senti falta da troca de confidências, troca de segredinhos sobre beleza, visita ao shopping com as amigas para andar por hoooooras olhando vitrines. Mas, mesmo na juventude, meus melhores amigos sempre foram homens. Só recentemente, mãe de uma menina, que percebi que se eu precisava conhecer melhor o universo feminino para poder passar isso para ela. Afinal, ela poderia ter o melhor dos dois mundos. Passei a fazer programas exclusivos com as amigas, sair ao shopping e finalizar a tarde num café falando de maridos e filhos. Uma delícia! Trocar receitas ou passar a tarde com uma amiga que é designer de moda e deixar que ela faça umas roupas divinas para mim, então, nem se fala! Entrar numa loja de cosméticos juntas e experimentar perfumes e escolher maquiagem. Simplesmente, fantástico! Um ti, ti, ti gostoso e musical... Risadas e fofocas (saudáveis, por favor!). Cumplicidade feminina... Nenhum homem pode imaginar como isso é bom!
Ok! Não pensem que deixei de ser boa de luta. Ainda derrubo meu marido no gramado lá de casa, mesmo que continue a precisar fazer uso de mordidas, cócegas e puxões de cabelo.

15.12.05

Solidariedade: A mais bela face do ser humano



Há dois momentos mágicos na vida em que podemos ser profundamente tocados e que nos fazem acordar para as coisas que verdadeiramente importam.
Um desses grandes momentos acontece quando temos a oportunidade de ajudar alguém. Somos muitas vezes surpreendidos com o bem estar, quase que inexplicável, que vem ao nosso encontro quando resolvemos socorrer outra pessoa. Tudo fica mais bonito e nos sentimos leves, de bem com nós mesmos e com a nossa posição no mundo.
O outro grande momento, nós o vivemos quando temos a oportunidade de estar do outro lado dessa experiência. Quando alguém estende seus braços, de onde menos esperamos, para nos ajudar. É um momento difícil porque estamos vulneráveis, mas, descobrir que não estamos só é um agradável sentimento que nos conforta a dor. É como um milagre que vem, especialmente, bater à nossa porta.
Nessas ocasiões, é comum dizer ou escutar, que não há palavras para agradecer, mas nem é preciso, pois quem dá e recebe ajuda vive uma emoção que tem valor em si mesma.
A solidariedade aproxima os homens e dá sentido á vida.

12.12.05

Férias 2005

O posts de amigos são mesmo uma inspiração... Lendo o post da Sandra: Profissão Mulher, eu me diverti um bocado. A vida da gente é mesmo assim. Lembrei que estava ansiosa para a chegada das férias da minha filha. EU ia tirar férias da hora do banho, do uniforme passadinho em cima da cama, de estudar junto para as provas, de torcer pelo sucesso nas notas, de correr para a cozinha pontualmente às 11h00 e fazer um almoço gostoso (Isso nunca foi ruim... Adoro cozinhar), de sentar à mesa e cronometrar o tempo “perdido” na refeição...
- Vai filha, come logo.
- Come filha. Estamos atrasadas!
- Anda que ainda tem que escovar os dentes e o cabelo.
- Corre! Cadê o tênis? Pegou o casaco da escola? Vai fazer frio...
Minhas manhãs tão loucas iriam respirar aliviadas. Vou ia poder acordar com calma. Efetivamente trabalhar de manhã. Marcar reuniões com clientes sem o estresse do horário de pegá-la na escola.
Passear mais, nadar mais.
Bom... não sei o que aconteceu. As férias da escola chegaram, mas o meu tempo extra não. Vai ver que ficou perdido entre os livros e cadernos. Vou ter que procurar. Só espero que não tenha repetido de ano.
Ai.... Ai...

Pintura de Claudia Rabello

4.12.05

A história de um gato


O último post da Vanessa me lembrou de um fato fantástico envolvendo um gato.

Havia um gato de rua, enorme, que de vez em quando aparecia lá em casa para filar alguma bóia. Eu o chamava de Gatão. Ele trazia no corpo as marcas de muitas lutas, algumas bem profundas. Já havia perdido parte da orelha e tinha o couro cascudo. De tão surrado parecia velho, mas era ainda bonito e forte. Sua personalidade transpirava dignidade e coragem. Logo que mudei para lá tive o (des) prazer de conhecê-lo, pois ele precisava mostrar ao meu gato Dengo (que nome infeliz, feito para apanhar) quem era o dono da rua. Resolvi a situação fazendo um trato com ele. Ele não batia no meu gato dentro do meu território (minha casa e jardim) e, em troca, ganhava comida.

Um dia, da sacada da minha janela presenciei algo notável.O Gatão estava junto ao meu gato Dengo (que aprendeu rapidinho quem mandava na rua) na calçada do outro lado da rua. Algumas casas abaixo o vizinho soltou dois pastores para ficarem à rua um pouco. De cara imaginei o pior! Os cães, quando viram os gatos saíram em disparada na direção deles. O Dengo rapidamente atravessou a rua e correu para casa. O Gatão, não moveu um fio de pêlo sequer. Ficou ali parado, sentado, olhando os cachorros se aproximarem. Nunca vou entender o que se passou na cabeça dos cães, mas quando eles viram que o gato não correu, eles pararam no meio da rua e deram meia volta. Não sei se ficaram surpresos pela “não” ação inesperada do gato, ou se não acreditaram que aquilo estava mesmo acontecendo. Só lembro do gato, calmamente sentado, olhando para eles.

Eu respeitava aquele gato. Por sua coragem eu até que gostava dele. Por isso, quando ele sumiu por algumas semanas fiquei preocupada. Fiquei tão preocupada que nem no cinema deixei de pensar nele. Para minha surpresa, quando cheguei em casa, já bem tarde, encontrei-o deitado no meu sofá. Nunca havia entrado em casa antes. Assim o fez porque precisava de ajuda. Estava muito ferido. O rosto transfigurado por uma bicheira erupcionada e abaixo do braço encontrei um grande corte inflamado. Aquele animal, que nunca tinha permitido que alguém o tocasse, permitiu que eu limpasse suas feridas. Arrumei um canto para ele na área de serviço. Chamei um veterinário amigo e cuidei dele por semanas, sempre me perguntando se ele passaria a morar conosco depois disso. Quando ele ficou bom, voltou para as ruas onde havia um reinado a ser defendido.

Ps. Eu não tinha fotos do Gatão. Procurando uma imagem na internet achei a foto acima que me deixou assombrada pela coincidência. O Gatão era também preto e branco, mas um pouco maior.

29.11.05

Blog para mim é...


Gostaria de falar um pouco o que descobri sobre a blogosfera nesses dois meses de blogagem do Pinkareta.
O mais importante foi ter feito novos amigos. Diferente daqueles que conhecemos no bar, nas festas, no trabalho. Esses novos amigos eu não conheço pessoalmente. Raros são os que colocam fotos em seus Blogs, não que isso seja relevante. Sabemos que um mora em Brasília, o outro em Washington, outro em Porto Alegre e tem aquele lá no Canadá. Um é casado, outro tem filhos do primeiro casamento. Muitos são estudantes, outros sábios macacos velhos. De muitos poucos sabemos suas profissões, ou sua rotina de vida, seu poder aquisitivo. Isso não tem importância nenhuma, o que vale mesmo são suas palavras.
Quando conhecemos alguém pessoalmente levamos horas, senão dias ou semanas, para conhecer o ser que habita aquele corpo, que nos seduz por sua beleza, ou nos é indiferente. Não porque somos realmente levianos, mas porque precisamos avaliar o território antes de nos expor tanto. Mas, quem tem medo de se expor num Blog? Somos praticamente anônimos. Assim, através de seus Blogs conhecemos, primeiro, o que há por dentro dessas pessoas fantásticas. O ser autêntico. E nos apaixonamos por muitos deles.
Cada novo Blog é uma nova descoberta. Há neles momentos hilários, profunda reflexão, imagens que nos convidam à contemplação silenciosa, sábias palavras que nos fazem repensar as mais acirradas convicções, outras que nos instigam a vociferar aquilo em que acreditamos, e quase sempre, total abstração da nossa vida.
Blogs são asas para voar, viajar por aí e dentro de nós mesmos. Um vício, e apenas um vício porque é bom DEMAIS!

26.11.05

Crime "passional" - Horvallis

Achei incrível esse post no blog da Horvallis - Acho que vem bem de encontro com meu post para a blogagem coletiva contra a violência à mulher, que está logo depois.

Crime "passional" - Violência (III)
"O crime passional não existe : o crime é perpetrado em um contexto sexista por homens incapazes de fazer o luto de um relacionamento patologicamente fusional", diz Gérard Lopez, em um artigo publicado na revista Cerveau & Psycho n°12. Ele explica que os autores de crimes ditos "passionais" geralmente não têm problemas psiquiátricos. Que esse crime não é um crime por amor, mas um crime por amor-próprio, ou, mais precisamente o crime de quem falta de amor-próprio, isto é que sofre de precariedade narcissista. E ele lembra : "Não se deve nunca esquecer que o criminal, quer que seja a fraqueza dele, acha nos estereótipos sociais, no sexismo comum, na lei do mais forte, na valorização social da masculinidade e na promoção desenfreada da competição social, as racionalizações que lhe servem para justificar o seu ato."As estatísticas mostram que por comparação a mulher mata muito raramente o companheiro, e que quando ela o faz, é, na maioria dos casos, para proteger a sua família da violência.

God would have mercy...


Eu deveria escrever sobre a violência contra as mulheres, mas eu queria muito mais ir à raiz do problema, do que fazer um texto de protesto. Por isso resolvi falar sobre os homens. Afinal, são eles os agressores. É neles que está a fúria destrutiva, a raiva, a brutalidade.
Há semanas que venho matutando o assunto, mas antes que eu continue, preciso dizer que não sou uma mulher magoada, oprimida, rejeitada ou frígida, como são tachadas todas as mulheres que apontam o dedo na direção dos homens. Sou, ao contrário, uma entre tantas que admira a virilidade masculina e, sendo honesta comigo mesma, só de falar a palavra virilidade sinto um frenesi entre as pernas. Assim, sou mais uma seduzida pela força e o poder masculino. Entretanto, acredito que, justamente, a admiração excessiva nessa força é que é o “X” da questão. A glorificação do poder masculino está presente em toda a história da humanidade, profundamente enraizada em suas crenças. Mas, como tudo no mundo, existe duas faces dessa mesma energia. Horrorizamos-nos quando ela se manifesta em guerras, violência, torturas e a admiramos quando ela se manifesta nos esporte ou na luta pela justiça.
Acho que estamos perdendo o equilíbrio saudável que permeia tudo o que é bom e, portanto, levanto duas questões, que não são nenhuma novidade:
1) Será que o mundo não seria melhor se fosse edificado a partir do poder feminino, que é a essência da alma das mulheres?
2) Se não, já não seria a hora de pararmos com essa idolatria masculina do poder?
Todo excesso faz mal. Muitas vezes, nós mulheres, somos lembradas que, somos nós (mães) que educamos nossos filhos homens. Isso é verdade, mas os educamos seguindo um rígido padrão já pré-estabelecido. Ninguém quer ceifar a natural virilidade dos guris que bradam as espadas pela causa nobre, mas ninguém agüenta mais o estereotipo do machão. O Rambo é tão coisa do passado que me espanta que as pessoas tenham, ainda, tão incorporada essa coisa do herói americano. Esse cara não existe! Todo mundo sabe disso, mas, por exemplo, fiquei chocada quando na passagem do Katrina sobre New Orleans, aquela gente toda, e o mundo também, ficou esperando o fantástico show de eficiência que a gente tanto vê nos filmes. Nada de show, nada do cara que sabe exatamente o que fazer. Isso, para mim, é o retrato fiel do barco furado, do delírio coletivo no qual a humanidade mergulhou sem se dar conta das conseqüências reais dessa fantasia desenfreada.
Quando existe violência é o Rambo bestial que parte para ignorância, mas essa fera só está à solta dentro dos nossos homens porque a humanidade, há milênios, acredita que esse é o único caminho possível. É claro que existem exemplos maravilhosos de homens sábios, mas esses exemplos estão perdendo de longe na balança que conta a nossa história.
Esse post faz parte da blogagem coletiva contra a violência às mulheres.
A lista dos blogs participantes está em http://www.sindromedeestocolmo.com/

22.11.05

Cheguei... cheguei


Minas é mesmo um encanto... Fomos apenas à Itajubá, que em si não tem nada de especial, apenas a praça central, gente boa, família e aquele deixa estar que vai contagiando a gente, devagarzinho, meio sem fazer força, até que você, no primeiro dia de volta ao mundo moderno, se vê na internet, procurando sítio para comprar lá para aquelas bandas.
Tem coisa mais bacana do que juntá a família e deixá a criançada brincando com os primo. Um corre prá cá, outro prá lá, pelo quintal de terra... Outro sobre na mangueira... Os cachorro tudo doido embaixo querendo subi tamém.
Daí, de tardezinha, vem aquele café quentinho com broa... Depois um passeio na praça para tomar sorvete. A filha pede picolé de amendoim... E não pense que o povo é atrasado, não! Pois as novidades também já chegaram lá e, na mesma praça, coexistem o bar antigo, com o tio dos picolés caseiros e a sorveteria self-service. Na caminhada pela praça a gente encontra mais gente conhecida nas mesinhas dos bares, bebericando cerveja e acompanhamentos (típicos ou cosmopolitas, ao gosto do freguês. Os da terra pedem batatinhas fritas , pizza aperitivo e os turistas língua fatiada ao molho especial)
No bar da esquina, o telão virado para a praça hipnotiza a maioria dos homens. É o futebol no sangue brasileiro... O som do narrador, comentaristas e gols são o plano de fundo do domingo à tarde, na praça central. Um som que está na minha memória de criança... Num sítio de casarão antigo e um avô sentado na varanda com o rádio ligado e o pé descalço no chão. O cafezinho no copo de vidro. E toda a coleção de Estadinho (quem lembra?) guardada com carinho para quando a neta chegar.
O universo caipira é tão rico e deixa mais saudades que todo o conforto tecnológico.

17.11.05

Homem Negro

Estou indo viajar com a família. É bom sair um pouco. Vou para Minas curtir um pouquinho de doce-de-leite com queijo fresco, leitão à pururuca e tudo o que Minas tem de Bão!
Antes, porém, vou dividir com vocês um poema que eu adoro e que foi escrito por minha querida amiga Helena. Esse poema ficou comigo por mais de 20 anos, bem guardadinho nas típicas caixinhas de recortes e cartas de adolescentes. Durante todo o tempo que ela esteve fora do país, nós só tivemos rápidos momentos juntas. Estou feliz por tê-lo guardado todo esse tempo e muito mais feliz por ter tido a oportunidade de devolver o poema à minha amiga, que agora está de volta para ficar... espero.

Homem Negro

Numa cela fria e grudenta, um corpo moído se move.
Um leve ruído encobre o silêncio da morte.
Um Luar pálido, solitário.
Um vento frio e tenebroso perfura a parede quase corroída pelo tempo.
Um gemido fraco e surdo ecoa no espaço.
É um gemido de dor forte, de homem negro, de tempos longínquos, de épocas inesquecíveis.
É gemido de alma despedaçada de tanta saudade.
Saudade de terra quente, de praia virgem.
Saudade do deserto árido e seco.
Saudade de festa pobre.
Saudade de coração nobre.
É também saudade de liberdade.
Liberdade que o próprio ser humano lhe vedou.
Liberdade esta, que a natureza lhe dera de presente, mas que pela pobreza de sua gente não pode subsistir.
Seu olhar sofrido e cansado denota angústia, fraqueza, solidão.
Seu corpo forte e rijo é culpado dessa escravidão.
Não sabe se chora, se ignora.
Força, não tem mais.
A reação é pouca.
Sente em cada hálito o inferno da escravidão.
Melhor esperar a morte, pois sorte, no meio de tanta injustiça, é esperar em vão.

11.11.05

Reflexões para o dia de hoje


O Hoje é e será.
O ontem foi e tem sido.
Meu ontem é o que fiz dele.
Vejo-o na memória perfeito ou imperfeito.
Meu hoje é o que farei dele. E quero fazê-lo perfeito.
As coisas que tenho de fazer são as coisas que eu quero fazer.
Farei hoje aquilo que pertence ao hoje e não temerei pelo amanhã,
tampouco terei arrependimentos por ontem.
Meu dia será pleno, não precisarei apressá-lo nem desperdiçá-lo.
Tenho o poder de construir o dia ou de destruí-lo.
Se destruo o dia, estarei construindo dez dias mais, quem sabe
dez vezes dez, para desfazer essa destruição.
Se construo o dia, te-lo-ei vivido para a Glória de Deus,
no preenchimento daquela parte do Seu Propósito
que me cumpre preencher.

Texto de Walter Russel: Músico, Artista, Escultor, Arquiteto, Escritor e filósofo americano
Pintura de: Diji (http:/dijispaintings.com)

10.11.05

Pesquisa Verbeat Blogosfera Brasil

Participe da Pesquisa Verbeat Blogosfera Brasil

A Pesquisa Blogosfera Brasil é uma iniciativa Verbeat - uma não-organização, não-governamental e não-ideológica criada por Leandro Gejfinbein e Tiago Casagrande. O objetivo é levantar o perfil do blogueiro e da própria blogosfera. Estará disponível para participação de 10 à 25 de novembro. Os resultados serão depois publicados na Rede, para acesso irrestrito. As pessoas levam, em média, menos de 10min para responder o questionário
Vale a pena participar e divulgar.

9.11.05

Realização Pessoal


Hoje, no blog da Flávia, li uma postagem digna de discussão. Ela está preocupada com o futuro dos nossos jovens tão sem opções. Esse é mais um triste retrato do Brasil. Como oferecer algo renovador? Que muitos dos nossos jovens sejam ainda filhos de pais despreparados não é surpresa nenhuma. Só alguém realizado pode estimular outro à busca pela realização pessoal. Sempre achei que será preciso uma geração inteira recebendo atenção especial à educação para mudar tudo isso. Mas, vou contar outra coisa que me obriga a estender meu pensamento um pouquinho. A Europa vive um caos, basta acompanhar os tumultos que estão ocorrendo na França e hoje também, em Portugal. Eles não sabem o que oferecer mais aos jovens.
Quando fui à Inglaterra, terra de meu pai, eu estava tremendamente ansiosa para conhecer a cara de um povo que tem boa educação gratuita, fornecida pelo Estado, desde o berço. Que gente maravilhosa eu estava para encontrar! Quase morri de desgosto. A grande massa, com acesso ao melhor, ainda vivia apenas para o pão e o circo e não queria nada mais do que isso. Meu Deus! Juro que desejei mandar toda a nossa gente, tão carente, para lá e vice-versa. Eles, aqui, dariam valor ao que têm e os nossos, lá, descobririam um MUNDO DE POSSSIBILIDADES!
Então, cheguei à conclusão de que não basta dar educação, há de se enriquecer o espírito também.
Vale a pena ler o texto da Flávia e aproveite para ler o post sobre a Guerreira. É essa a riqueza de espírito que faz a diferença. Isso ainda me lembra as palavras da minha mãe quando tive que estudar em colégio público nos anos mais cabeludos da nossa família; ela dizia: "Há aqueles que tiram o máximo do mínimo e aqueles que tiram o mínimo do máximo".

Brasil! Que cara é essa?


Os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, acusados de envolvimento na morte do casal Manfred e Marísia von Richthofen, em São Paulo, em 2002, deixaram nesta tarde a Penitenciária. A decisão é uma extensão dos efeitos do habeas-corpus concedido no final de junho à Suzane, que aguarda o julgamento em liberdade. Ela foi libertada no dia 29 de junho, após decisão do STJ. O casal foi morto a pauladas pelos irmãos Cravinhos. O motivo teria sido a proibição do namoro de Suzane e Daniel.

Detesto falar sobre coisas amargas. Prefiro sempre ver o lado bom de tudo. Mas, para a minha surpresa, percebo que aqui no Brasil, cada um de nós tem o direito de matar uma pessoa. Mas, atenção! Uma pessoa apenas! Se você for réu primário, existem muitas atenuantes ao seu favor, então aproveite. Escolha bem quem você vai querer eliminar. Esse é o lado amargo de uma lei que te protege caso cometa um crime por acidente, sem querer. Mas até onde isso vai?
Em Sousas, um sócio da padaria que eu freqüentava matou o outro por desentendimento financeiro. Os dois discutiam ao telefone até que o primeiro disse que ia à casa do outro resolver o assunto pessoalmente. O segundo abriu a porta e recebeu chumbo a queima roupa. Até onde sei, o assassino está solto, a padaria fechada e duas famílias destruídas.

7.11.05

Meu sonho impossível

Viver, de forma consciente, pelo menos três vidas ao mesmo tempo.

Seria Nora. A romântica Nora, criada pela iludida classe média. O zelo de um lar amoroso fez crescer a vulnerável Nora. Não faria nada que pudesse por em risco sua segurança. Cursou pedagogia, jamais exerceu. Somente no piano encontrou a sintonia com sua alma. Agora, arrebatada por um amor viajante, jaz complacentemente entregue ao torpor dessa paixão.

Seria Antonina, cabocla de coxas grossas e sangue quente. Mulher guerreira. Vive no morro e trabalha de servente num edifício lustroso da Paulista. É mulher do nego Tucumba, com quem se enrosca num frenesi suado todas as noites. Perdeu um filho, menino ainda, para a marginalidade. Nunca mais o viu. Aos sábados, agita a imaginação dos homens e mata o nego de ciúmes no pagode.

Seria, também, Suzane. Mulher de destaque. Jornalista bem sucedida. Magistral com as palavras proféticas que cativam ouvintes atentos por todo o país. O mundo lhe cabe na palma da mão e seus pensamentos abraçam o Universo.

Seria assim. As alegrias e tristezas de cada vida seriam o alimento da minha alma múltipla. Viveria a plenitude de cada uma porque, consciente de não ser apenas uma, mas todas, não lamentaria jamais por experiências não vividas.

3.11.05

Malhação é bom e eu gosto

Hoje a Denise Arcoverde me disse que está de bom humor porque vem malhando muito, como eu. Depois disso achei que o assunto merece um post. Nunca entendi a paixão masculina pela musculação. Pensava e pensava e só conseguia imaginar que era pura idolatria masculina pelo próprio corpo. Algo como: - Olha só como eu sou gostosão! Saradão assim, ninguém pode comigo. O próprio cara babava na frente do espelho admirando sua imagem. Algo muito parecido com as intermináveis horas femininas acertando o cabelo, refazendo a maquiagem, cuidando das unhas, escolhendo roupas.
Só recentemente descobri que por trás da malhação há também muito prazer. Como imaginar que sentir os músculos queimar de dor seja algo gostoso? Não é que a esperta aqui não saiba nada sobre saúde e bem estar. Ao contrário, adoro esses assuntos e bem sei sobre liberação de endorfinas e coisa e tal. Mas, malhar! Isso não, tenha dó!
Acontece que há algum tempo fui passar uns dias em Itajubá – MG, visitando um lado da família. O ápice do encontro familiar foi ir ao clube passar o dia. Foi maravilhoso! Havia décadas que não caia numa piscina olímpica. Dei braçadas até a exaustão. Mergulhei inúmeras vezes e atravessei, ou melhor, tentei atravessar a piscina umas tantas outras. Algo dentro de mim, já esquecido, voltou com força total. Eu me lembrei que adorava nadar. Mas nadar mesmo! Atravessar piscinas enormes, coisa que só clube tem. Eu vivi minha infância ao lado de um clube. Passava horas em profunda meditação, eu e a piscina. Era peixe, e peixe me tornei de novo.
Enfim, ficamos sócios de um clube perto de casa. O maridão passa a jogar futebol, a filha faz ginástica e a mãe fica feita barata tonta esperando o verão chegar? De forma alguma! Então que tal fazer musculação? Tem flexibilidade de horário, o que vai bem de encontro com minha rotina de trabalho. OK, relutante, eu resolvi tentar.
A.M.E.I.!
Que mais posso dizer. Apenas que a cada dia, olho no céu cheia de esperança de ver um dia de sol para ir nadar. Pegar a filhota depois da aula, juntas cair na piscina, malhar um pouquinho e ficar feliz... de bem eterno com a vida!

2.11.05

Ah! O amor!

Falar de amor monogâmico inspira grandes reflexões e o blog do Roberson me lembrou de uma antiga estória de família. Era um ditado passado de mãe para filha desde muito, muito tempo. Quem contou para mim foi minha mãe, mas sei que ela ouviu da minha bisa. Ela dizia o seguinte: “Casamento é como carrocinha chinesa, um puxa e o outro senta. Normalmente quem começa a puxar é o homem que, galantemente coloca a mulher na carrocinha. Mas, como é da natureza da mulher ser solidária, ela desce e passa a caminhar ao lado do seu homem. Até aí tudo bem! Mas, esteja alerta disso, existem alguns homens que rapidamente sobem na carrocinha e nunca mais descem.” Por isso, minha filha, nunca desça da carrocinha.”
Por muitos anos achei pitoresco e fora de contexto dos tempos atuais. Como não descer e andar junto ao seu companheiro? Afinal esses são outros tempos, tempos de partilhar. Mas hoje reconheço valores escondidos nas entrelinhas: Nunca desnudar todos os mistérios.
Beijos eternos para você Bisa Angelina!

1.11.05

Pelo sim e pelo não vamos de Halloween


Como não dá para ir ao México curtir o dia dos Mortos, entramos de cabeça na festa de Halloween do condomínio. Todo ano é feita uma festa no salão e depois a criançada sai de casa em casa pedindo doces. Para alegria da filhota, de nove anos, cuidei da decoração na frente da nossa casa. Um sucesso total! Eugênio, o fantasma, foi a melhor atração da rua.

Halloween X A festa dos Mortos no México

Na noite de 1º de novembro poucos dormem no México. Nos povoados e cidades há música nos cemitérios, velas e comidas sobre as sepulturas. Na véspera do Dia dos Mortos não se chora pelos ausentes. Festeja-se com o espírito dos defuntos que como em cada ano, viajam para estar com suas famílias na noite dos mortos. Os mortos chegam no dia primeiro de novembro e podem passar um dia com os parentes vivos. São buscados nos cemitérios e guiados até as antigas casas por caminhos de pétalas e luzes e lanternas de velas. Todo o México se prepara para bem receber os "muertitos", como carinhosamente os chamam. Os pratos prediletos, os enfeites, os aromas, os jogos e até os vícios do morto são lembrados nesta data. No dia 2 é a hora da despedida. São então levados de volta aos cemitérios. Ano após ano a data é celebrada como uma das mais importantes do folclore nacional. Em algumas regiões as festas são mais tradicionais, mas todos param para celebrar a data.

O Halloween é comemorado na noite de 31 de outubro. No aspecto religioso, esta ocasião e conhecida como a vigília da Festa de Todos os Santos, dia 01 de novembro. Estudiosos de folclore acreditam que os costumes populares do Halloween exibem traços do Festival da Colheita, realizado pelos romanos em honra a Pamona (deusa das frutas), e também do Festival Druida de Samhain (Senhor da Morte e Príncipe das Trevas) que, de acordo com a crença, reunia as almas dos que tinham morrido durante o ano para levá-los ao céu dos druidas neste exato dia. Para os druidas, Samhain era o fim do verão e o festival dos mortos. 31 de outubro marca também o termino do ano céltico.

31.10.05

Gel anti-aids para mulheres


Essa pode ser a melhor notícia do dia para todas nós mulheres. Afinal sabemos bem a preocupação que fica perambulando mentes femininas a respeito da fidelidade de seus companheiros e quanto seria constrangedor pedir para usar camisinha caso existam suspeitas. Assim, caras amigas, estamos a um passo de nos proteger e manter a saúde mental.
No site do Terra hoje:
Duas grandes empresas farmacêuticas dos EUA assinaram acordos para desenvolver um tratamento chamado microbicida - um gel ou um creme que uma mulher pode usar para proteger-se contra a aids.A busca por um microbicida eficiente é algo vital para dar às mulheres mais opções de proteção contra o HIV. "As estratégias de prevenção contra o HIV incluem a abstinência sexual e o uso, pelo homem ou pela mulher, de um preservativo", disse a diretora-executiva do IPM. Mas muitas mulheres são contaminadas por seus maridos ou quando são estupradas, e poucas têm poder para exigir o uso da camisinha. A Merck e a Bristol-Myers Squibb licenciaram seus produtos experimentais para o IPM sem cobrar royalties.

Buena Vista Social Club

Buena Vista Social Club
Quem gosta não deve perder: dia 20, às 19h00, no GNT.
Em 1996, o guitarrista Ry Cooder foi à Cuba gravar um cd com músicos que estavam no ostracismo. Dois anos depois, voltou à ilha na companhia do cineasta Wim Wenders e de uma pequena equipe para filmar este documentário. Em seu testemunho, Wenders se isenta de comentários políticos e privilegia a riqueza da música e a sabedoria dos veteranos. Mostra ainda momentos antológicos de apresentações do grupo, alternados com depoimentos dos próprios músicos onde eles se sentem mais à vontade: Havana.
- Recebeu uma indicação ao Oscar, de Melhor Documentário.
- Vencedor do prêmio de melhor documentário (1999) das associações de críticos de Nova York, Los Angeles e Flórida.
- Ganhou o Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Filme Estrangeiro.

27.10.05

Windows 2006


Além do irmão que tenho na Finlândia, tenho outro irmão, menos requintado, bronco total, mas capaz e independente (a gente tem que saber reconhecer boas qualidades também). Bom, comprou um sofisticado computador e seus respectivos periféricos. A compra foi feita por intermédio de um grande amigo meu, que considero o maior expert em informática que conheço. É a ele que recorro sempre que me encontro na beira de um penhasco tecnológico. Ele tem a sublime capacidade de explicar o inexplicável, de fazer o que precisa ser feito, bem feito, já da primeira vez. Enfim, sacar a mamadeira, no ponto, na hora certa.
Bom, voltemos ao meu irmão. Ele ligou transtornado para o Alexandre, meu guru da informática, para dizer a ele que queria adquirir o Windows 2006.
- Cara, quero encomendar o Windows 2006. – Disse meu irmão.
- Difícil, tem que pedir para o Bill. – foi a resposta do Ale.
- Quem é o Bill?
- Bill Gates.
- Então quero o Windows 2005! - disse meu irmão já meio aborrecido.
- Só com o Bill também, está acabando o ano, mas quem sabe você consegue.
- Então quero o Windows 2004! - respondeu rápido para desarticular o oponente.
- Não saiu.
- Cara, manda então a versão mais atualizada que você conhece.
- É o XP Professional, que por acaso é o sistema operacional que eu instalei na sua máquina.
Tem horas que se tem que ter paciência e reconhecer o pitoresco nas figuras que aparecem na nossa vida.

24.10.05

Drogas e adolescentes

Estou escrevendo um texto sobre O uso de drogas em condomínios e minha pesquisa me levou a descobrir o melhor site sobre drogas criado especialmente para a meninada. É do Hospital Albert Einstein : Página Teen
Se você tem filhos, sobrinhos ou alunos entre 11 e 14 anos, essa pode ser uma grande oportunidade para eles desvendarem o assunto sem preconceitos. A linguagem é fácil e franca. Responde perguntas como: Como contar aos meus pais que consumo drogas? Aborda questões como namoro e drogas, aids e drogas, mas não fica só nisso. Aborda qualidade de vida e inseguranças típicas da idade. Tem uma Festa Virtual muito bem bolada.
Como podem ver, eu recomendo para valer...

Referendo

Vale a pena ler:

"O que sobra do plebiscito é pura indignação represada. Não há 60 milhões de brasileiros querendo comprar armas. Logo, o que eles querem é outra coisa. Mais governo, se possível. Vingar-se do governo, se não tiver escolha."

veja o texto todo aqui: O referendo saiu pela culatra, de Marcos Sá Corrêa

O Não do referendo

Do O Globo, hoje:

"Foi um recado claro de insatisfação com a política de segurança do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos governos estaduais. O “Não” venceu em todos os estados.
— Foi acachapante. Creio que 90% da população não gosta, tem medo, foge das armas, mas ao dizer que não pode proibir, indica que não se sente segura em relação aos organismos de segurança pública — disse o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), relator do Estatuto do Desarmamento e defensor do “Sim”.
...................
Se a nação sentisse que o Estado pode suprir suas necessidades de segurança o Sim teria vencido.

23.10.05

A festa da terceira Idade

Ontem acompanhei minha mãe para um bingo da terceira idade promovido por uma associação de idosos. A festa aconteceu no Clube Concórdia, no estádio coberto - um projeto de arquitetura fantástico. Pensei que era coisa que nem merecia destaque até ver a imensidão de carros estacionados. Dentro, milhares de velhinhos e outros não tão velhinhos assim se acomodavam nas arquibancadas, sentadinhos em almofadas trazidas de casa, junto à inseparável caixa de isopor, com lanchinhos caseiros e garrafas térmicas, com suco ou café. Chegamos atrasadas e sentamos nas escadarias. Um senhor me disse logo na entrada que alguns já estavam lá antes do amanhecer. Na quadra vários prêmios: geladeiras, máquinas de lavar, fogãos, fornos de micro-ondas, DVD, ventiladores, panelas de pressão, relógios de paredes, liquidificadores. Ao som, a voz do maestro do espetáculo, o vereador Cid Ferreira. Um senhor com cara simpática. Me disseram que ele é re-eleito a anos e sempre trabalha pelos bons velhinhos.
- Atenção gente! Vamos para a última rodada do bingo! Última geladeira! Atenção...
Depois de algumas rodadas de números, alguém grita na arquibancada. Uma moça agita a bandeira e dá sinal que tem ganhador nas proximidades. O locutor avisa ao ganhador que desce as escadarias animado.
- Calma... gente... Desce com calma... Não esqueça de trazer a carteirinha de associado e o recibo do mês.
Encaminham o senhor à uma mesinha para deixar seus dados. Todo cuidado é pouco com os velhinhos. Olho a minha volta. Agora vai começar os sorteios. O locutor avisa que vai valer o número que vem junto com as cartelas. Os simpáticos cidadãos agarram firmemente cada um o seu papel. Alguns dobram o papel até ficar visível apenas o número... para não desviar a atenção de mais nada! Chega a ser comovente...
Lá embaixo na quadra um guri agita os papeizinhos e pega um número. Assim vai. Vão se acabando os prêmios e eu fico com meu coração apertado, torcendo para algo sair para o casal de velhinhos à minha frente. Ganharam um ventilador, que uma amiga, muito apropriadamente, depois me contou que é chamado de desconfiado, aquele ventilador que fica olhando de um lado para outro.
Duas horas da tarde e acabou a festa que começou às oito. Todos foram saindo calmamente. Alguns felizes com os seus prêmios a mãos. Queria ter levado uma máquina fotográfica para capturar alguns momentos preciosos. Para a maioria, esse era o maior e mais importante acontecimento do ano.
Não ganhamos nada, eu e minha mãe, mas confesso que no meio daquele mar de idosos cheios de esperança nos olhos, a gente estava torcendo mesmo para não ganhar nada.
Fomos almoçar no restaurante do clube...

21.10.05

Um pedacinho do céu

Um cantinho de céu perto do mar.
Com uma casinha doce para morar.








Meu irmão que mora na Finlândia acabou de comprar uma pequena chácara no litoral.
Pohja, Finland, a 100km de Vantaa, mais para o sudoeste (já achei no GoogleEarth); população uns 10.000 habitantes. O município fica quase no ponto extremo do sul da Finlândia, de frente para a Estônia no continente europeu. Só que nao fica na borda do pais de cara para o oceano, e sim em uma das longa reentrâncias do mar, terra a dentro.
O bangalô precisa de reparos, mas ele é um talentoso marceneiro e eu sei que tudo vai ficar divino. Ele mora lá já há uns 7 anos. Tem uma linda família e agora espera a chegada dos gêmeos. Tô doida para ir para lá!

Referendo: Diga não aos Carros

Recebi por e-mail. É divertido. Vale a pena ler.

CAMPANHA PELA PROIBIÇÃO DA FABRICAÇÃO
E COMERCIALIZAÇÃO DE CARROS E ACESSÓRIOS NO BRASIL


Baseado nos brilhantes e irrefutáveis argumentos das pessoas que combatem as armas de fogo, estou lançando aqui o movimento "Brasil Sem Carros".

A seguir vou enumerar os motivos que me levaram a ter certeza de que esta é a solução para diminuir o número de mortes no trânsito no Brasil.

1- Carros matam mais de 30 mil brasileiros todos os anos. Eliminando-se todos os carros em circulação, salvaremos todas essas vidas. Não estamos afirmando que a proibição dos carros irá acabar com todas as mortes no trânsito. Claro que poderão ocorrer mortes através de atropelamentos por cavalos e charretes. Até mesmo um homem forte correndo na rua apressado poderá esbarrar numa velhinha, provocando sua queda e fratura de crânio. Mas mesmo assim, será possível uma substancial diminuição das mortes no trânsito.

2- No ano de 1889, quando ainda não havia carros, morreram no Brasil apenas 37 pessoas por acidentes de trânsito, todos vítimas de cavalos e charretes, e bondes puxados a burros. Isso significa que em pouco mais de um século as mortes de trânsito no Brasil cresceram mais de mil vezes! Este é um motivo inquestionável para se banir esse objeto causador de mortes no Brasil.

3- Um carro não dá segurança. Carro em mãos erradas pode matar um inocente. Imagine um dono de carro, cidadão de bem, vai cochilar no almoço, então seu filho adolescente pega as chaves sem sua autorização! Imagine uma criancinha dentro de um carro sozinha, mexendo no freio de mão! Acidentes como esses acontecem com freqüência, causando sofrimento a muitas famílias.

4- Por mais responsável e cuidadoso que seja o condutor de carro, ele poderá errar, ao dirigir nas perigosas ruas e estradas do Brasil. Ele pode, mesmo com as melhores das intenções, provocar um capotamento ao desviar de um buraco, ou ao derrapar numa poça de óleo.

5- Um motorista, ao dirigir cansado, pode dormir ao volante, causando acidentes. Pior ainda se ele tiver ingerido umas biritas. Motoristas de caminhão nas estradas têm o péssimo habito de tomar arrebite. Centenas de acidentes acontecem nas estradas do Brasil todos os anos por causa desses fatos. Proibindo os veículos automotores, todas essas vidas serão poupadas. Pense nisso!

6- Carros poluem o ambiente, causam barulho, poluição atmosférica e até desequilíbrio ambiental pela emissão de gás carbônico. Sem carros o ar se tornara limpo e também nossos pulmões. Bicicleta e caminhadas fazem bem à saúde, são baratas e não poluem o ambiente.

7- Carros são caros, ocupam espaço, têm manutenção cara. Tem o IPVA, seguro obrigatório, taxas de serviços de lavagem, troca de óleo, etc. Não compensa ter um carro.

8- Um carro comprado com a melhor das intenções pode acabar nas mãos de um bandido. Bandido não tem nada a perder. Ele dirige em alta velocidade, não respeita as faixas de pedestres, anda na contramão, avança sinal e não tem habilitação para dirigir. Com isso, provocam mais mortes. Um carro comprado legalmente alimenta a indústria do roubo de carros. Todo carro na mão de um bandido já foi um dia um carro comprado por um cidadão de bem. O comércio de carros nas concessionárias abastece os bandidos de carros, que são usados em assaltos.

9- A posse de um carro dá uma falsa sensação de segurança. A pessoa se torna afoita, corre demais, empolga-se numa pista de velocidade, ou numa curva fechada, e acaba causando uma tragédia. Muitos cidadãos de bem guardam remorso pelo mau uso de um carro.

10- Existe no congresso um lobby bancado pela poderosa indústria de automóveis, a bancada da gasolina, que quer convencer os cidadãos de bem que um carro traz conforto e comodidade. Isso não é verdade. Nada disso compensa o grande número de vidas que esse instrumento do mal destrói em nosso país.

11- Na Inglaterra e Austrália as pessoas foram proibidas de usar carros. Depois de passarem a andar de charretes e cavalos os índices de mortes no trânsito caíram a zero! Mas os adeptos da bancada da gasolina teimam em dizer o contrário.

Ter carros não dá segurança nem define classe social. Ter carro é uma ameaça à minha e à sua segurança. Entre nesta campanha. Diga sim à vida! Por um Brasil sem carros! Carros?? Tô fora! Sou pela vida! Eu ando é a pé!
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Não descobri o autor. Quem souber avise...

20.10.05

“Sim” que é “Não” e o “Não” que é “Sim”

Trechinho do texto de Reinaldo Azevedo: "A vitória do “Sim” que é “Não” aproximará o cidadão comum do submundo, que vai lhe fornecer a arma. A proibição só será virtuosa se inócua. Ou imaginemos a eficácia total: arma passa a ser monopólio do Estado e do crime organizado. Como o Estado jamais atende o telefone, bastará ao bandido dotado de seu “meio de produção” tocar a campainha de nossa casa e levar o que for de seu agrado. Terá estuprado o nosso direito, mas não nos terá matado, como diria Kant. Ou não foi ele? Alguém garante que ficarmos expostos aos bandidos é um mal menor do que eventuais acidentes domésticos com armas? Queria ser bacana como os artistas do “Sim”, alguns sempre acompanhados de seguranças — armados, claro — como cansei de ver no Aeroporto Santos Dumont. Também há empresários simpáticos à causa. A vitória do “Sim” criará a aristocracia da bala: alguns terão o direito constitucional à segurança armada, privada, legal, exercida por empresas. O resto que faça a negociação direta com o crime. É o máximo do Estado mínimo!"
Não é que eu queira votar pelo "não" que é "sim" às armas. Mas sinto ser uma temeridade fazer a escolha errada. Depois de tudo o que se discutiu nos últimos dias, o apelo que mais me chamou atenção foi feito por um amigo que mora em um sítio afastado. Ele disse que precisa ter arma em casa para se defender, mesmo que seja um mero tiro para o alto. Lembra que o Brasil é imenso e que não se resume a centros urbanos e que, para ele não adianta chamar 190, mesmo que o Estado atenda a chamada.

Mundo eletrônico

Hoje li o seguinte no blog do Filthy McNasty: Na minha infância, o sistema era ainda completamente manual –o cliente chegava ao caixa de sua agência, entregava um cheque, o funcionário se dirigia a um arquivo que ficava por trás do balcão, comparava a assinatura do cheque à da ficha, verificava uma segunda ficha na qual estava anotado o saldo disponível do sujeito, anotava a quantia a ser deduzida, voltava ao caixa, pagava o dinheiro, carimbava o cheque ritualmente meia dúzia de vezes. Next.
Fiquei absolutamente encantada de lembrar que era desse jeitinho mesmo! Viajei no tempo...
Nessas horas a gente percebe a velocidade das mudanças. Lembra que nem tinha computador. Ninguém tinha! Quando digo isso para a minha filha de nove anos ela me devolve um olhar perdido, sem conseguir imaginar um mundo assim. Televisão colorida, minha filha, apareceu na minha infância e eu me lembro de receber os amigos em casa para a mais assombrosa e divertida tarde de televisão da rua.
Nada de games, DVD, Messenger para teclar com os amigos. E celular, então!
Para ela, era um mundo muito chato. Eu não pensava assim...

Ah! É primavera ...



Tudo estava florido assim alguns dias atrás, mas a chuva de granizo derrubou todas as flores. Algumas ainda insistem em brotar, para a alegria dos beija-flores. Estava tão bonito que sempre tinha alguém na rua tirando fotos, até eu!

Larga o Osso Dirceu!

Quem quiser ler um bom texto sobre as últimas aventuras do congresso pode visitar o blog do Noblat http://noblat.ultimosegundo.ig.com.br/noblat/
Parece que não vai virar a pizza mais intragável da nossa história, afinal

19.10.05

E lá vem Wilma!

Os furacões chegaram de vez para saciar a imaginação catastrófica da humanidade. Não há quem não fique assombrado com a expectativa de mais um furação, categoria 5, passeando pela costa atlântica da América Central. Já repararam na dimensão desses monstros? São muito maiores do que Estados por onde passam! É de meter medo!
Acompanhei tanto quanto pude a aventura do furação Katrina. Perguntava-me se fazia isso por curiosidade mórbida, mas percebi que minha motivação era muito mais pela capacidade humana de administrar o holocausto. Depois do vergonhoso desempenho das autoridades públicas, relatos de pessoas que assumiram a liderança e organizaram a bagunça generalizada povoaram as TVs e a Internet. Era a minha novela global diária. Pura realidade, que suplantava qualquer sofisticada produção hollywoodiana.
Rita trouxe também, o mais surpreendente e fracassado programa de evacuação jamais realizado, e ninguém previu que iria faltar combustível nos postos ao longo das rodovias, nem eu! Há apenas um dia da costa, milhares de carros parados ao sol de 40ºC aguardavam o pouso generoso de Rita, que se compadeceu da ignorância humana.
Passaram-se dias, algumas semanas. A gente já estava deixando-se levar pela maré do cotidiano, quando fomos surpreendidos pela Wilma, que de quietinha não tem nada. Uma avassaladora a caminho do paraíso da terceira idade. Bem disse minha mãe que a Florida pode definitivamente ser chamada de Portal do Paraíso. Literalmente.

Está dada a largada!

Ontem só peguei no sono quando já dava para ouvir o cantar dos passarinhos. Estou um bagaço físico, mas feliz! Esse é o grande mistério da vida. Nem tanto por ter um blog, mas muito mais por ter aprendido algo novo e ter vencido obstáculos que fizeram meu cérebro ferver. Aqui vai ter de tudo um pouco: textos meus publicados, boas idéias, desabafos, links para material de amigos e desconhecidos que me cativaram, as coisas boas da vida e, é claro, trivialidades do dia-a-dia.

Pertencer

Não há nenhuma novidade em afirmar que as pessoas nunca estão satisfeitas com o que tem. Sempre então em busca de algo mais, algo que as completem, que as preencham. Acreditam que se tivessem aquilo que almejam neste determinado momento se sentiriam mais felizes, plenas. Este é um ciclo sem fim.
Ainda assim, é natural que se busque a renovação, pois ficar parado, estagnado, é sinônimo de morte. Faz parte da vida, portanto, a mudança.
Bom seria, entretanto, que além toda esta força direcionada à mudança externa também fizesse parte da nossa vida a mudança interna, a mudança de atitude.
Poderíamos começar com as atitudes que sempre questionamos em nosso comportamento. Algumas bem banais como brigar no trânsito; estar sempre apressado quando isto não faz, realmente, diferença; fazer pré-julgamentos; não ouvir, quando deveríamos ouvir ou não falar, quando deveríamos falar.
Outras atitudes, mais camufladas, que comprometem todo o nosso modo de ver a vida, então, nem se fala... Um exemplo claro é a nossa tendência de confundirmos possuir com pertencer.
Buscamos sempre possuir algo, quando no fundo, bem lá no fundo, queremos apenas pertencer a algo. Imagine como ficaríamos mais leves, mais alegres se, em vez de possuir tanto, pertencêssemos, apenas.
Acompanhe...
Possuir é passado, pertencer é presente... atuando
Possuir é estar do lado de fora, pertencer é estar do lado de dentro... acolhido
Possuir exige exclusividade, pertencer é coletivo... Permite-nos compartilhar.
Há uma propaganda maciça convidando todo mundo a possuir todo tipo de coisas, sejam carros, roupas, perfumes, etc., e lá vamos nós em busca de tudo isso. Possuir, para nós, representa segurança. Sabemos, no entanto, que tudo isso são bens efêmeros. Num passe de mágica viram passado, num estalar de dedos podem ir para outras mãos. Nada disso realmente é nosso ou ficará conosco na nossa jornada pela vida ou, após ela.
Pertencer não. Pertencer faz referência a um outro plano de relações. Quando pertencemos a uma família, a uma associação, à alguém, estamos nos nutrindo. Nossa relação é de troca. Haveria uma revolução no nosso país, na nossa cidade, no nosso trabalho, no nosso bairro se, ao invés de olharmos o mundo a nossa volta com referências a partir do que possuímos, olhássemos a tudo com a referência pessoal de que a tudo fazemos parte.
Mude de atitude!
Amanhã quando um novo dia começar, procure olhar para tudo como alguém que pertence a tudo o que o cerca e não se surpreenda se isso fizer você se sentir mais forte, mais encorajado, mais responsável e, mais feliz.

Por hoje é só.

Parece que tudo terminou bem... O blog saiu do jeito que eu queria.
Deixei o Richard quase louco tentando dizer o que poderia estar errado na linguagem css do modelo quando ninguém aqui em casa, com certeza, sabe mais do que ele. Ele não se deixou abater e foi em frente... Valente o menino!
Agora vou dormir tranquila... Se é que vou dormir!

18.10.05

Agora estou contente!





Com a ajuda do maridão, que é craque em web-desing, mudei algumas coisas que não gostava do modelo pronto que escolhi no Blogger. Letras garrafais não é comigo.

Penando ainda...

Hoje tirei o dia mesmo para lançar meu blog. Já é tarde e tenho esbarrado em alguns problemas.

Cansativo!

Esse negócio de ter um blog é uma antiga tentação, mas acho que pertenço a uma geração que não nasceu mesmo sentada de frente para um micro. Assim a minha primeira e grande dificuldade é entender todos os mecanismos para criar o meu blog. Eu chego lá..