9.11.05

Realização Pessoal


Hoje, no blog da Flávia, li uma postagem digna de discussão. Ela está preocupada com o futuro dos nossos jovens tão sem opções. Esse é mais um triste retrato do Brasil. Como oferecer algo renovador? Que muitos dos nossos jovens sejam ainda filhos de pais despreparados não é surpresa nenhuma. Só alguém realizado pode estimular outro à busca pela realização pessoal. Sempre achei que será preciso uma geração inteira recebendo atenção especial à educação para mudar tudo isso. Mas, vou contar outra coisa que me obriga a estender meu pensamento um pouquinho. A Europa vive um caos, basta acompanhar os tumultos que estão ocorrendo na França e hoje também, em Portugal. Eles não sabem o que oferecer mais aos jovens.
Quando fui à Inglaterra, terra de meu pai, eu estava tremendamente ansiosa para conhecer a cara de um povo que tem boa educação gratuita, fornecida pelo Estado, desde o berço. Que gente maravilhosa eu estava para encontrar! Quase morri de desgosto. A grande massa, com acesso ao melhor, ainda vivia apenas para o pão e o circo e não queria nada mais do que isso. Meu Deus! Juro que desejei mandar toda a nossa gente, tão carente, para lá e vice-versa. Eles, aqui, dariam valor ao que têm e os nossos, lá, descobririam um MUNDO DE POSSSIBILIDADES!
Então, cheguei à conclusão de que não basta dar educação, há de se enriquecer o espírito também.
Vale a pena ler o texto da Flávia e aproveite para ler o post sobre a Guerreira. É essa a riqueza de espírito que faz a diferença. Isso ainda me lembra as palavras da minha mãe quando tive que estudar em colégio público nos anos mais cabeludos da nossa família; ela dizia: "Há aqueles que tiram o máximo do mínimo e aqueles que tiram o mínimo do máximo".

Um comentário:

Flávia disse...

Poxa vida! Vc me deixou emocionada!
Muito obrigada pela referência e pelo carinho com a guerreira Lourdinha. Agradeço desde já. Ah sim, ela passa direto por aqui, e fica comentando comigo.
O Pat, sei lá, é lógico que vai muito da motivação pessoal mesmo, esse quê a mais, que nos faz andar pra frente e tentar ver o mundo como um todo, que nos faz pensar.
Fiquei triste com a história da Inglaterra, também achei que fosse diferente. Estava vendo uns documentários outro dia de lá, e fiquei de cara, não parece nada diferente do que vejo aqui. E nos EUA, onde minha linda irmã mora, ainda é pior. Aqui, no Brasil, a gente ainda sabe que existe os EUA, lá, nem isso. To cansada dessa visão limitada... Credo, desconjuro.
Chega, né. Vou parar por aqui.
Beijoks e obrigada novamente.