9.10.06

Boa Vontade


Nos últimos dias tenho ouvido muito na dificuldade de Alckmin ganhar porque a grande maioria já tem o seu candidato e não vai mudar. Assim Alckmin tem que conquistar os votos dos indecisos, ou aqueles que votaram em Maria Helena ou Cristovam, que são mais de ESQUERDA.
Isso tem me perseguido alguns dias. Eu percebi que eu não sou mais de ESQUERDA, aquela esquerda associada à luta do proletariado por justiça social, igualdade de oportunidades, etc. Também não sou de DIREITA, neoliberalismo, de Estado enxuto e capitalista ferrenho onde cada um por si e que se danem os pobres. Ando pensando que nada disso existe mais. Não existe DIREITA, ESQUERDA, CENTRO.
Sabemos que assistencialismo gera vagabundagem, preguiça, não só aqui mas em país de primeiro mundo. Quem já viajou para a Europa sabe bem o que estou falando. Gente que tem todas as oportunidades e não faz nada para ser tudo aquilo que nós sofridos brasileiros sonhamos tanto em ser algum dia. Sabemos que a competitividade exacerbada massacra cada um e todo mundo em algum momento da vida. Se fraquejar, mané, dançou. E, quem de nós não tem momentos ruins.
Vivemos na era da informação. Sabemos que tudo é muito complexo e que a ciência sociológica, política, econômica já tem por resolvido que nenhuma nação vai longe sem uma série de políticas igualitárias, serviços públicos de qualidade, instituições sólidas, etc. Tanto estudo no mundo há centenas de anos e chegamos a grande sapiência do eficiente e simples BOM SENSO.
Não é o caso mais de esquerda versus direita. Qualquer candidato a cargo público hoje, no mundo inteiro, sabe muito bem o que é preciso para fazer uma nação crescer e melhorar a vida dos seus cidadãos. É apenas uma questão de boa vontade.

2 comentários:

Kafé Roceiro disse...

Sim. É por aí! No mais estou linkando você lá no Kafé. Beijos.

Ricardo Rayol disse...

Está esperando muito... é fácil acabar com a desigualdade... é só reduzir o imposto, qualquer um deles.