20.12.07

Aquecimento Global


Será que, apesar de dominarmos o mundo, não somos capazes
de dar uma resposta ao meu amigo urso?
Afinal, ele pode contar com a gente?
Não há consenso sobre o resultado da Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, que ocorreu em Bali, na Indonésia. Há quem afirme que o resultado foi positivo, mas organizações não governamentais como o Greenpeace e WWF acham que o resultado ficou a desejar.
Durante duas semanas, representantes de 190 países discutiram as regras para o acordo sucessor do Protocolo de Quioto.
Al Gore, vencedor do prêmio Nobel da Paz, chegou a pedir que o mundo tomasse medidas firmes contra as mudanças climáticas sem dar ouvidos aos Estados Unidos.
Tudo parecia perdido até os empolgantes momentos finais, quando a Austrália e o Japão finalmente aderiram ao acordo, deixando os Estados Unidos isolados. A chefe da delegação norte-americana, Paula Dobriansky, no entanto, reafirmava sua oposição, gerando vaias.
No último dia, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, faz um apelo dizendo estar desapontado com a falta de progresso. “Todos deveriam ser capazes de fazer concessões.", dizia ele.
Outro grande momento foi proporcionado pelo delegado da Papua Nova Guiné, Kevin Conrad, que recebe grande aplauso ao dizer para Dobriansky: "Queremos que nos lidere, se junte a nós, ou que saia do caminho."
Enfim, às 14h19, Dobriansky recua, dizendo: "Nós vamos à frente e nos juntaremos ao consenso", recebendo aplausos.
Ficou decidido, então, que nos próximos dois anos, os países industrializados terão de entrar em acordo sobre cortes drásticos nas reduções das emissões dos gases de efeito estufa e encontrar maneiras de financiar e apoiar a transferência de tecnologia. A União Européia e algumas economias emergentes como Brasil, China e África do Sul terão de propor um plano de trabalho para os dois anos de negociações para o próximo período do compromisso do Protocolo de Kioto, pós-2012.

Depois de acompanhar os acontecimentos e vibrar com o resultado final fiquei imaginando se os Estados Unidos não deixaram a adesão para o final apenas para saírem aplaudidos. Eles adoram um show. É claro que ainda foram beneficiados por não ficar definido, no acordo final, a obrigação de reduzirem de 25% a 40% as emissões, como queriam a União Européia e os demais delegados presentes. A redução é obrigatória, mas o índice é sugestivo...
Ainda assim, o resultado foi, do meu ponto de vista, positivo.
Tenho esperanças que meu amigo urso possa continuar seu caminho, tranquilo.

17.12.07

Blogagem coletiva pela Flávia


Estou participando da blogagem coletiva em favor da Favinha que há dez anos está em coma vigil em função de um trágico acidente numa piscina. Até hoje as instituições envolvidas, a saber: Jacuzzi, AGF Seguros e o Condomínio onde ela morava não assumiram plena responsabilidade pelo acidente. A história comove nossos corações e eu convido você a visitar o Blog da Flávia para conhecer o problema em detalhes.


Não bastasse a indignação e a dor que sofre a família e a própria Flavinha, o ocorrido ainda exige que a Odele, mãe da Flávia, tenha que mobilizar a opinião pública para receber o que lhe é de direito. Os recursos para garantir a qualidade de "vida" para sua filha hoje e no futuro, quando a mãe não mais estiver presente. Eu sou mãe e sei bem que preocupação é essa. Além disso, ainda procura nos informar dos perigos que podem existir no uso inadequado de equipamentos para piscinas, e eu lhe agradeço por isso, pois nunca me ocorreu que o sistema de sucção das piscinas (principalmente as aquecidas) pudesse representar risco à vida.
Lamento pelo comportamento das empresas envolvidas. Mesmo que aleguem estarem exercendo seu "direito", será que isso é ético? A AGF é minha seguradora e, o mínimo que posso fazer, é contatar a empresa pedindo explicações. Não quero trabalhar com uma seguradora que não sabe a diferença do que é lei e justiça. Afinal, do meu ponto de vista, a seguradora tem uma enorme parcela de responsabilidade, pois nós fazemos seguros para cobrir eventualidades, por mais improváveis que sejam. Gosto da AGF seguros, sempre me atendeu bem, mas não quero que apenas atenda bem seus clientes, mas também aqueles que forem vítimas de situações que o seguro cobre. Gostaria de ver a seguradora agir diferente. Gostaria de a ver cumprindo com sua obrigação ética e usando de todo seu poder e talento jurídico para conseguir que os demais envolvidos assumam sua parte. O que dizer da Jacuzzi, então, que há décadas está no Brasil fazendo história. Será que não se sensibiliza? Não é o caso de cada dirigente das empresas por a mão no coração e fazer o que é CERTO?! Afinal, a Flávia é com certeza, a vítima mais inocente dessa tragédia.
Que Deus ilumine o coração de quem tem o poder de mudar essa história.


9.12.07

Direitos Humanos - Blogagem coletiva



Deixem-me sair!
Eu não fiz nada!
Não sei de nada!


Nesse instante há centenas de crianças e adultos sofrendo pressões, injustiças e perseguições por causa de credo, raça e ideologias estúpidas. Estúpida sim, pois não há crença que justifique a crueldade humana.
Sabemos disso e isso nos dói de tal forma que nos encolhemos, tapamos os ouvidos e nos calamos. Que podemos fazer?
Por hora agradecemos viver num país onde isso não ocorre. Será mesmo? Sabemos que não é bem assim.
Nos morros da pobreza, do tráfico de drogas, da violência, impera essa intolerância e marginalidade, alimentada pelos nobres corruptos do vale encantado. Nos morros, as almas humanas são como gritos mudos e corpos feitos de pó, nada mais. Não valem nada!
Somos pequenos demais para mudar isso, não é mesmo? Aqueles, capazes de se mobilizar e fazer alguma coisa, são talvez de outra composição que não a minha ou sua, porque seres humanos comuns não são capazes de mudar nada.
Penso que hoje isso pode mudar. Nunca a humanidade esteve tão disposta a se indignar por gritos isolados e massas abandonadas a própria sorte.
A comunicação, que evoluiu tremendamente nos últimos 50 nos, é, talvez, a mais eficiente arma disponível para fazer essa mudança. Estamos descobrindo que podemos fazer ouvir cada voz, expressar cada opinião e, com o poder da palavra, derrubar governos, moldar novos costumes, revolucionar a forma de se fazer justiça. Nunca foi tão fácil perder alguns minutos e escrever um manifesto que possa ser lido e ouvido por uma centena de pessoas. Tá certo! Não há milagres, mas é um começo. Quando, através da internet, nos comunicamos com outras pessoas em qualquer lugar do mundo, trocamos idéias, apresentamos nosso ponto de vista, ponderamos as razões de cada lado, começamos a criar um espaço onde mudanças possam gradualmente acontecer.
Para o tirano, o melhor castigo ainda é a exposição e a vergonha pública. Nenhum governante, em seu ego naturalmente inflado, consegue suportar a cobrança internacional. É preciso gritar em uníssono:

Deixem-no livre!
Deixem-no falar!
Respeitem os direitos humanos!

Ser mãe é uma dádiva... Sempre!

Uma vez ou mais na vida, o Universo nos convida a tomar parte da Criação. Neste momento, nós, homens e mulheres, percebemos como é fácil gerar uma vida. Apesar da complexidade inerente à própria vida, que chega a levar cientistas de todo o mundo a tentar desvendar o seu mistério, a vida pipoca aqui e ali, quase de maneira espontânea.
No universo humano, tudo começa de forma muito simples. Uma nova vida pode resultar de um sólido casamento, de uma união estável, de um namoro inconseqüente, de uma decisão unilateral, da mais pura paixão e mais vezes do que se imagina, de um risco mal calculado. Aliás, já está mais do que na hora de comunicarmos aos quatro cantos do mundo, que número de gestações não planejadas é muito maior do que se imagina. É só ficar grávida sem querer para descobrir isso. Sem medo de errar, eu diria que a maioria dos habitantes do planeta vieram e continuam a vir sem serem previamente convidados. Pena que esta constatação vem geralmente mais tarde do que deveria e não antes de se passar por momentos de injusto constrangimento, que nos obrigam a estar nos justificando por termos feito tudo “errado”. É uma dor solitária e, digo de todo coração, uma grande perda de tempo. Quando nós mulheres aceitarmos que, nossos filhos amados, em qualquer lugar do mundo, em qualquer circunstância, são na sua maioria, e naturalmente, um presente surpresa, nós nos tornaremos muito mais generosas com nossas próprias almas e com as nossas iguais.
Outra grande verdade é que, se o ser humano já tivesse atingido o grau de solidariedade da qual muitos mestres nos têm ensinado há milênios e, se tivesse garantido, não as mínimas, mas satisfatórias condições de vida para bebes, crianças, adolescentes, jovens casais, pais e avós... a alegria de se descobrir grávida seria um estado natural para toda e qualquer futura mãezinha.
De qualquer forma, a união faz a força e os resultados não tardam por dar sinal da sua graça; uma graça divina, sim, sempre. O milagre da vida é verdadeiramente a manifestação de um poder além da nossa vontade, poder este que vem, humildemente, nos convidar a nos tornar co-criadores com Deus na mais linda obra de que se tem notícia. Só isso já deveria ser suficiente para nos sentirmos exaltados e profundamente abençoados, mas a maternidade é muito, mas muito mais do que isso...

Obrigada Senhor por sua infinita bondade em
dividir com todos nós o ato da Criação!