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BRASIL 2023

Quando falamos de falta de oportunidades de trabalho, desemprego em alta, crise financeira, parece que nosso querido país nunca soube o que é prosperidade. A única imagem de que me recordo de um país cheio de esperanças estava impressa na capa icônica do Cristo Redentor decolando, na revista The Economist de 2009, e há quem garante que nem aquilo foi verdadeiro. Depois disso, nada mais vi para exaltar o Brasil aqui dentro, ou lá fora. Chega a ser desesperador pensar que um país com tanta riqueza a construir e compartilhar siga sua jornada histórica não cumprindo uma meta básica como garantir a comida na mesa de todos os brasileiros. O prato vazio é o triste retrato do nosso país em 2022!   Num país de tantas desigualdades, dados estatísticos como o crescimento do PIB não significam que isso possa ser realidade para todos os cidadãos, nem mesmo para a maioria. Se a riqueza, oportunidades e realização pessoal não for para todos, o país continua sendo um país medíocre. Para isso, precis
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COMO ANDA A SUA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA?

Eficiência energética consiste da relação entre a quantidade de energia empregada em uma atividade e aquela disponibilizada para sua realização. A gente conhece bem esse conceito empregado às máquinas e equipamentos e consideramos boas as máquinas que produzem mais com o menor consumo. Mas, e quanto a nós? Quantas vezes nos pegamos frustrados com altas expectativas no nosso entorno, com o rendimento no trabalho, em casa, nas relações pessoais? Muitas vezes exigindo muito de nós e dos outros, dando respostas num ritmo desumano e às vezes desnecessário. Chegamos ao ponto de nos sentir ferver emocionalmente, queimar neurônios, exaurir fisicamente. Alto consumo leva a maior desgaste e menor eficiência.   A utilização racional de energia consiste em usar de modo eficiente a energia para se obter o melhor resultado. Não basta produzir mais e melhor. Se você estiver produzindo muito, mas se acabando nesse processo, você está fazendo isso da forma errada. Logo o custo será insustentável. SUSTE

A Coreia conquista o mundo e nos mostra a receita para o desenvolvimento nacional

Como um país com tantas dificuldades quanto o Brasil nos anos 80 conseguiu nos deixar tão para trás? “Em 1980, o PIB per capita da Coreia do Sul era 17,5% do PIB per capita dos Estados Unidos, enquanto o PIB brasileiro era 39%. Quase quatro décadas depois (38 anos), o PIB da Coreia do Sul passou a representar 66% do PIB estadunidense, enquanto o do Brasil representa 25,8%.” Informativo CNI, 2019. Não sei quanto tempo vai durar a febre hallyu Coreana, mas ela já resolveu o problema da Coreia e ela poderia nos dar boas dicas de como fazer o mesmo no Brasil. A cultura é a alavanca de um país. É através da cultura que se destacam os diferenciais de uma nação, seus talentos, e que viabilizam produtos e marketing capaz de encantar o resto do mundo e seus próprios habitantes. A onda cultural coreana que invade o mercado de entretenimento global inclui novelas, filmes, jogos, livros, moda (k-pop, k-drama e até k-beauty) e se deriva em infinitos objetos de desejos de consumo interno e externo.

CAPIM FILOSÓFICO

Quer respostas para a sua vida? Você vive mergulhado em dúvidas, angústia, ansiedades? Quer saber como resolver um problema? Como realizar sonhos? Como vencer o mundo? VÁ TRABALHAR NUM JARDIM... Arrancar mato! E se prepare para esse evento revelador. Escolha antecipadamente um terreno que mereça uma limpeza. Um terreno com boa variedade de mato e microclima diverso (áreas ao sol, áreas úmidas e sombrias, etc.) Acompanhe as previsões do tempo e se prepare para um bom dia nublado depois de uma forte chuva. Com suas dúvidas existenciais em mente, se prepare e se observe. Você, com certeza, vai precisar de luvas e um carrinho de mão. Escolha tantas ferramentas quantas achar necessário. Não se preocupe com que técnica começar, somente comece. Pode ir ajoelhado no chão arrancando o mato por partes, ir de pé arrancando as maiores primeiro e depois as menores, sentado... Tanto faz! Porque, assim que começar, e se estiver se observando como se deve, vai ver que sua mente vai instantanea

DEVÍAMOS ESTAR MAIS OTIMISTAS?

  Com a difusão da informação via a internet a humanidade nunca esteve tão ciente do que acontece nos quatros cantos do mundo, de avanços e conquistas às suas mazelas. Também nunca se confrontou tanto, e coletivamente, com sua surpreendente capacidade para ser cruel, nem enxergou tão claramente quão extensas, graves e consequentes são suas mentiras. Nunca soubemos tanto, sobre tudo e sobre todos, a ponto de nos deparar com o melhor e o pior de todos nós muito rapidamente, provocando revolta e conflito sem precedentes, e de forma global. O nós contra os outros reina no mundo. Mas, no meio desse caos estar disposto a enxergar o problema já é um começo de reflexão. Só nos sentiremos verdadeiramente otimistas, navegando em águas mais brandas a caminho de um mundo melhor, quando acontecer de povos, cidadãos, vizinhos e nós mesmos estivermos dispostos a ouvir mais   e falar menos. Quando estivermos menos preocupados em exibir ou impor nosso ponto de vista e nosso modo de ser aos outros.

PERTENCER...

Não há nenhuma novidade em afirmar que as pessoas nunca estão satisfeitas com o que tem. Sempre então em busca de algo mais, algo que as completem, que as preencham. Acreditam que se tivessem aquilo que almejam neste determinado momento se sentiriam mais felizes, plenas. Este é um ciclo sem fim. Ainda assim, é natural que se busque a renovação, pois ficar parado, estagnado, é sinônimo de morte. Faz parte da vida, portanto, a mudança. Bom seria, entretanto, que além toda esta força direcionada à mudança externa também fizesse parte da nossa vida a mudança interna, a mudança de atitude. Poderíamos começar com as atitudes que sempre questionamos em nosso comportamento. Algumas bem banais como brigar no trânsito; estar sempre apressado quando isto não faz, realmente, diferença; fazer pré-julgamentos; não ouvir, quando deveríamos ouvir ou não falar, quando deveríamos falar. Outras atitudes, mais camufladas, que comprometem todo o nosso modo de ver a vida, então, nem se fala... Um exemplo cl

LINCOLN (o filme), O CONGRESSO BRASILEIRO, E ELEIÇÕES.

Quem já assistiu Lincoln? O filme é bom, mas eu esperava mais. O filme narra a grande luta de Lincoln para a aprovação a Emenda Constitucional que extinguiria a escravidão. Dada a magnitude e importância de tal emenda eu esperava algo mais épico, mas ficamos às voltas com a negociata no congresso americano para conseguir os votos. A oferta de cargos para parlamentares foi o recurso utilizado para a aprovação de uma lei de genuína importância.  Como assim? A MAIOR DEMOCRACIA DO MUNDO FOI CONSTRUÍDA COM BARGANHA?  O que parece natural que assim o fosse para a época nos parece bastante constrangedor agora, ou deveria ser...  Embora não estivesse disposto a oferecer subornos em dinheiro, Lincoln autorizou que agentes contatassem os congressistas democratas com ofertas de empregos federais em troca de voto a favor da 13ª Emenda. Que o Estados Unidos da época precisasse dessa artimanha para aprovar uma ementa tão importante só serve para mostrar que foi quase um milagre o resultado da

O VALOR DA VIDA ESTÁ NO TEMPO QUE DESPERDIÇAMOS

  Inacreditável nossas necessidades insaciáveis.  Parece-nos tão natural que nossas vidas sejam regidas pelo mercado, por celebridades e estímulos da mídia social, pela ideia de produzir e consumir mais e melhor, hoje e amanhã, novas marcas, tecnologias, informação... Mas, onde, nisso tudo, está o valor da vida? Enquanto acreditamos que esteja inserido em cada uma dessas coisas, nos escapa o fato de que, o valor da vida está no tempo que continuamente desperdiçamos, seduzidos pela enorme produção industrial de bens, das artes, do lazer, gastronomia, até de conhecimento com prazo de validade vencido. E, nesse mundo globalizado, intenso, curioso e ciumento nos roubam cada minuto numa rotina insana de afazeres muitas vezes dispensáveis e vazios. Os excessos são tantos que até as instituições financeiras já apelam para comerciais que parecem verdadeiras realizações espirituais e promessas de felicidade eterna. Diante dessa urgência toda a insatisfação permeia cada dia mais as relações huma

O melhor de dois mundos.

Levei muito tempo para descobrir a delícia de tricotar com uma amiga. Nessa vida sempre estive em companhia dos homens ou sozinha. Cresci no campo, cercada de silêncio. Minha mãe (minha amiga) sempre foi uma mulher prática. Nunca a vi perder horas se arrumando, nem se permitindo luxos femininos. Maquiagem passou ao largo. Meus irmãos, homens, eram minhas melhores companhias, ou melhor, os amigos dos meus irmãos. Minhas lembranças solta no mato são de muita conversa interior, profunda comunhão com a natureza, ou brincadeiras de polícia e bandido no bosque, escaladas de árvores e morros,  Mountain bike (quando isso nem existia de fato), montaria e jogo de futebol americano no campo da Coudelaria do Exército, que ficava vizinho à chácara.  Sempre cercada de moleques, eu era boa de luta. Não porque fosse truculenta, mas porque, pequena e franzina, eu me dava o direito de fazer cócegas, dar umas mordidas ou puxões de cabelo. Muito justo já que não podia ganhar pela força bruta. Eu era uma

Solidariedade: A mais bela face do ser humano

Há dois momentos mágicos na vida em que podemos ser profundamente tocados e que nos fazem acordar para as coisas que verdadeiramente importam. Um desses grandes momentos acontece quando temos a oportunidade de ajudar alguém. Somos muitas vezes surpreendidos com o bem estar, quase que inexplicável, que vem ao nosso encontro quando resolvemos socorrer outra pessoa. Tudo fica mais bonito e nos sentimos leves, de bem com nós mesmos e com a nossa posição no mundo. O outro grande momento, nós o vivemos quando temos a oportunidade de estar do outro lado dessa experiência. Quando alguém estende seus braços, de onde menos esperamos, para nos ajudar. É um momento difícil porque estamos vulneráveis, mas, descobrir que não estamos só é um agradável sentimento que nos conforta a dor. É como um milagre que vem, especialmente, bater à nossa porta. Nessas ocasiões, é comum dizer ou escutar, que não há palavras para agradecer, mas nem é preciso, pois quem dá e recebe ajuda vive uma emoção que tem val

A história de um gato

Havia um gato de rua, enorme, que de vez em quando aparecia lá em casa para filar alguma bóia. Eu o chamava de Gatão. Ele trazia no corpo as marcas de muitas lutas, algumas bem profundas. Já havia perdido parte da orelha e tinha o couro cascudo. De tão surrado parecia velho, mas era ainda bonito e forte. Sua personalidade transpirava dignidade e coragem. Logo que mudei para lá tive o (des) prazer de conhecê-lo, pois ele precisava mostrar ao meu gato Dengo (que nome infeliz, feito para apanhar) quem era o dono da rua. Resolvi a situação fazendo um trato com ele. Ele não batia no meu gato dentro do meu território (minha casa e jardim) e, em troca, ganhava comida. Um dia, da sacada da minha janela presenciei algo notável.O Gatão estava junto ao meu gato Dengo (que aprendeu rapidinho quem mandava na rua) na calçada do outro lado da rua. Algumas casas abaixo o vizinho soltou dois pastores para ficarem à rua um pouco. De cara imaginei o pior! Os cães, quando viram os gatos saíram em dispar